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Politiquices: Remunerações de Políticos

Como se a própria campanha eleitoral não acentuasse a minha revolta com a atual “classe política” e o atual estado da Política, eis que o Observador resolve publicar um artigo intitulado «E agora um tema sensível: os políticos são mal pagos?». Saltou-me a tampa.

Então os senhores políticos consideram que são mal pagos? Eis a tabela disponível no site do Parlamento:

 RemDep_Fev2015.jpg

Acresce a esta remuneração os outros abonos e direitos que podem consultar aqui.

Tendo em conta, por exemplo, a assiduidade dos deputados (que já referi aqui), acham pouco?

Tendo em conta o atual estado do País e o descontentamento e desconfiança dos eleitores face aos políticos, acham pouco?

Tendo em conta que a Política é um serviço público, por regra limitado a um determinado período de tempo, e que representar os cidadãos é uma escolha dos próprios, acham pouco?

Tendo em conta que grande parte dos políticos encontra “tachos” e oportunidades para as suas vidas profissionais no decurso do exercício de cargos políticos, acham pouco?

Por favor, não nos insultem.

 

 

Politiquices: Políticos de hoje

Quase – ou mesmo – tão antiga como a prostituição, a política tem cada vez mais o mesmo entendimento social e moral da primeira. Temos de agradecer o maravilhoso trabalho de descrédito dos nossos supostos políticos.

Se os profissionais da prostituição (vou falar no masculino pela generalização, uma vez que se trata de uma profissão para ambos os géneros) trocam o corpo e o sexo por dinheiro, alguns supostos políticos parecem trocar a alma e a ética pelo mesmo propósito, esquecendo-se da origem da sua legitimidade, do verdadeiro objetivo que lhes é imputado e da sua real missão de governação de um país. O senhor político não passa, hoje, de uma espécie aviária que procura sempre o poleiro mais alto para demonstrar a quem está mais abaixo o regular funcionamento do seu intestino, inchando as penas lustrosas de cada vez que lhe aparece uma câmara à frente e ensaiando estranhos ruídos de acasalamento com aqueles que lhe podem arranjar um abrigo caso caíam do poleiro, já para não falar dos irritantes ruídos de defesa territorial, como se de facto fossem eles os donos cá do pedaço em vez do Povo. E o chilrear melodioso que mais gostam de entoar é a velha cantiga do somos árduos trabalhadores tão mal pagos.

Nos dias de hoje, uma criança poderá dizer: “Quero ser médico, para salvar vidas.”; “Quero ser bombeiro para apagar fogos e salvar florestas e pessoas.”; “Quero ser professor, para ensinar as crianças”; mas nunca dirá: “Quero ser político, para governar para o Bem Maior do nosso país”. E não o dirá porque já não se deposita qualquer confiança – ou até mesmo esperança – na classe política atual, sendo mais facilmente intitulados de gatunos, mentirosos e outros tantos substantivos e adjetivos que enunciam a sua visceral existência, chegando mesmo à invocação da proveniência de tal criatura – mas sem intenção de ofender a sua prezada mãezinha, que tanto há de sofrer por ver um filho naquela vida.

 

 

 

 

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